São Paulo Na edição que chega às bancas neste fim de semana, a revista Istoé denuncia a existência de um relatório detalhado da Polícia Federal, elaborado com a colaboração do FBI (Polícia Federal dos Estados Unidos), que aponta o caminho que políticos, contrabandistas e traficantes percorreram para retirar US$ 30 bilhões do País em três anos.
''Em dois cofres secretos da Procuradoria da República e da Polícia Federal de Foz do Iguaçu, um minucioso laudo conclusivo, com 35 mil documentos recolhidos pela perícia técnica da Polícia Federal, mostra que os fiscais da Receita Federal e da Secretaria do Rio de Janeiro utilizaram o mesmo esquema da fraudadora do INSS, Jorgina de Freitas, e de outros funcionários corruptos para fazer remessas irregulares de dinheiro para o Exterior'', informa a reportagem.
Segundo a revista, o laudo proporcionaria aos investigadores do caso das contas suíças dos fiscais do Rio acesso a mais 200 contas sujas em bancos na Suíça, num total de US$ 890 milhões. Dois doleiros do Paraná - Alberto Yussef e Sílvio Anspak - considerados os ''maiores lavadores de dinheiro da história do País'' e agora foragidos -, seriam a ligação entre os fraudadores do INSS e os fiscais acusados de extorsão no Rio.
''Entregue à Receita Federal em janeiro, o relatório mostra que Anspak, Yussef e outros dez doleiros tinham como base de apoio em suas operações principalmente a agência Nova York do Banestado - ex-banco estatal do Paraná, privatizado em outubro de 2000 -, que, com a conivência de toda sua diretoria em Curitiba, servia apenas de fachada para uma megalavanderia mundial do contrabando e da corrupção'', escreve a Istoé.
Segundo a publicação, o relatório foi apontado pelo FBI como ''o maior trabalho de rastreamento de dinheiro sujo de todos os tempos''.
''O laudo técnico, que a alta cúpula da Polícia Federal parece esconder, mostra que, no período de 1996 a 1999, o esquema montado no Banestado serviu para que centenas de políticos, traficantes e contrabandistas enviassem, por intermédio de doleiros brasileiros, US$ 30 bilhões para a Suíça e outros paraísos fiscais.''

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