Revendedores informais vendem chip apesar de proibição
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terça-feira, 24 de julho de 2012
Fábio Galiotto <br> Reportagem Local 
Ainda é possível comprar chips de telefonia móvel da TIM em Londrina, apesar da proibição de venda no Paraná imposta pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Postos de venda alternativos, como em lojas de um shopping popular, no Centro, oferecem novas linhas. Porém, o cliente não conseguirá habilitar o serviço por decisão da companhia, para evitar o desrespeito às regras do órgão regulador.
A assessoria da TIM na Região Sul orienta os clientes a não comprar chips da empresa enquanto durar o veto da Anatel. A previsão inicial é de que a suspensão dure até 15 dias. Segundo a companhia, não há como fiscalizar os postos de venda que não são parceiros oficiais ou que adquirem chips de terceiros.
''A orientação da interrupção de vendas de chips e ativação de linhas foi transmitida a todas as nossas lojas, call center e parceiros comerciais, entre distribuidores e os mais de 300 mil pontos de venda'', informa a operadora.
O cliente que comprar um chip TIM e não conseguir habilitá-lo tem o direito a ser reembolsado, segundo a Anatel. Caso não consiga o dinheiro de volta, a orientação é para que procure a agência de telecomunicações ou o Procon.
Porém, em lojas do shopping popular londrinense visitadas ontem pela reportagem, os vendedores afirmaram que não seria possível devolver o dinheiro, caso o serviço não começasse a ser prestado em até 24 horas. Em lojas de departamentos e farmácias do Centro, a informação era de que estavam proibidos de vender chips da empresa e que havia oferta apenas de recargas para celulares pré-pagos, como orientou a TIM.
A Anatel abrirá procedimentos de apuração sobre a venda de chips das operadoras de telefonia e internet móvel suspensas desde anteontem. A TIM foi proibida de comercializar linhas em 19 Estados, entre os quais o Paraná, a Oi, em cinco e a Claro, em três.
Negociação
A TIM apresentou ontem um Plano Nacional de Ação de Melhoria da Prestação do Serviço Móvel Pessoal à Anatel, em reunião na sede da agência, para tentar agilizar a liberação da comercialização de novas linhas e para evitar a aplicação de multa. O órgão regulador informou que vai analisar as propostas apenas a partir do fim de semana.
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, estimou ontem em 15 dias o prazo para que o veto às operadoras termine. Ele disse que a empresa que apresentar um plano primeiro pode ter as vendas liberadas antes.
''Não vamos resolver isso em 15 dias, mas achamos que neste prazo é possível ter um plano e compromissos públicos que sinalizem para a solução do problema. Aí, autorizaremos a venda de novas linhas'', disse Paulo Bernardo, no Palácio da Alvorada, à ''Agência Brasil''.
O Ministério das Comunicações informa ainda que os planos de melhorias das empresas serão divulgados pela internet, para facilitar que clientes das empresas de telefonia observem se os serviços serão cumpridos. (Com agências)


