Revendedores formam entidade para recolher embalagem de agrotóxico
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 06 de junho de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
Mesmo com a decisão do governo federal de prorrogar, novamente, o prazo para os agricultores destinarem as embalagens de agrotóxicos vazias, um grupo de empresas revendedoras de Cascavel se uniu para formar uma associação que será responsável pela adequação das exigências previstas na lei federal que regulamenta a destinação das embalagens. Entre as exigências, está a tríplice lavagem que deve ser feita antes da embalagem ser entregue no posto de recebimento.
Com a nova determinação, a lei entrará em vigor em maio de 2002. O engenheiro agrônomo Gilmar Dornelles faz parte da associação e explica que há mais de um ano as empresas estão se preparando para as mudanças. A princípio a associação contará com cerca de 35 empresas de Cascavel, mas a intenção dos membros é convocar todos os revendedores da região Oeste. De acordo com Dornelles, a associação terá uma área específica para o armazenamento das embalagens. Enquanto a infra-estrutura não fica pronta, os frascos continuarão sendo levados ao aterro sanitário.
Atualmente, o sistema de coleta e armazenamento das embalagens vazias de defensivos agrícolas é realizado pelo poder público, que gasta cerca de R$ 8 mil por mês com a manutenção do programa. Dados da secretaria de Meio Ambiente atestam que apenas 50% do total de embalagens são efetivamente recolhidas ao aterro.
Para o secretário de Meio Ambiente, Paulo Carlesso, falta um programa mais intenso de conscientização do agricultor, que em alguns casos continua jogando o recipiente debaixo de um galpão. Ele completa que outra situação que preocupa é que mais da metade da capacidade do aterro já está ocupada.
Dornelles acredita que para a conclusão total da obra onde serão depositados os recipientes serão gastos em torno de R$ 28 mil. Na manutenção da área, que ficará sob responsabilidade da associação, serão gastos mais R$ 3,2 mil mensais É muito mais viável a criação de uma associação do que se cada empresa tivesse que ter seu próprio sistema de recolhimento, observa.


