O promotor Miguel Sogaiar, da Defesa do Consumidor de Londrina, pode indiciar donos de distribuidoras e de postos de combustíveis que não reduzirem os preços no mercado local. Para isso, ele estuda ingressar com uma ação civil pública nos próximos dias. Os donos dos estabelecimentos podem ser indiciados por crime contra as relações de consumo, informou Sogaiar, que se fundamenta em parâmetro de comparação e estudos da auditoria do Ministério Público (MP) na comparação com outros municípios da região e do Estado.
De acordo com o promotor, o estudo da auditoria foi apresentado há uma semana em reunião na sede do MP em Londrina. Além dele, participaram do encontro representantes das cinco grandes distribuidoras - Petrobras, Texaco, Esso, Shell e Ipiranga -, do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis) e do Procon.
''As distribuidoras alegaram que vendem o combustível pelo mesmo preço nas cidades e que o preço cabe a cada empresário estabelecer. Mas é evidente que existe essa diferença: contrário, postos de Maringá, por exemplo, já estariam todos em dificuldades'', comparou.
Conforme Sogaiar, nos próximos dias a Promotoria vai verificar se haverá o desconto que teria sido prometido pelas distribuidoras aos proprietários de postos em Londrina. ''Temos a informação desses decontos, e isso fatalmente terá que vir também para o consumidor. Se não, tomaremos as medidas processuais'', avisou.

mockup