SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Revendedores de veículos de São Paulo planejam manifestações em várias cidades do estado nesta quinta (21) contra o reajuste de ICMS do governador João Doria para o setor.

Associações em Campinas, Jundiaí, São José do Rio Preto, na capital paulista e em outros locais programam carreatas que acontecerão no mesmo horário. As entidades farão reunião online nesta segunda (18) para discutir mais detalhes.

As lojas também ficarão fechadas no dia e subirão faixas em protesto, segundo Luiz Carlos Mendonça, presidente da Arvec, entidade que representa o setor em Campinas.

“Ficou totalmente inviável trabalharmos. Eu, que tenho loja há 45 anos, e muitos outros estamos pensando em parar com o ramo”, diz Mendonça.

O empresário Marcelo Cruz, que articula o protesto na capital paulista, onde ele tem loja, estima que mais de 500 carros devem participar na cidade. O grupo deve partir do estádio do Pacaembu pela manhã. “Toda a cadeia automobilística vai ser afetada: mecânicos, despachantes, auto elétricas e outros”, afirma.

Na semana passada, o governo de São Paulo não aceitou os argumentos dos revendedores de veículos e manteve o aumento no valor do ICMS, conforme proposto no pacote de ajuste fiscal de Doria que entrou em vigor na sexta (15).

A alíquota que incide sobre as negociações de carros, motos e caminhões usados passou de 1,8% para 5,53% e depois cairá para 3,9% em abril.

Procurado, o governo paulista diz, em nota, que os veículos novos e usados "por quase três décadas se beneficiaram com renúncias fiscais de até 98%, em relação à alíquota de 18% praticada no estado".

Também afirma que o objetivo do ajuste fiscal é proporcionar recursos para fazer frente às perdas causadas pela pandemia. E diz que está em diálogo com as entidades de revendedores na busca de outras receitas tributárias para compensar "eventual diminuição do percentual de redução do benefício fiscal concedido".

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