Curitiba - Um dos representantes dos revendedores de combustíveis de Londrina, Ariovaldo Ferraz Arruda, disse ontem que o excesso de concorrência é o motivo que leva os postos de Londrina a praticarem margens maiores do que em outros municípios. ''Em Curitiba existem 7 mil carros para cada posto. Em Londrina são mil carros para cada posto'', justificou.
Segundo ele, o mercado de combustível da cidade começou a se desestruturar quando a prefeitura, há cerca de três anos, autorizou a construção de novos postos, em número equivalente a 50% do que já existia. ''Há cruzamentos de rua em Londrina que têm três postos de combustível'', reclamou. Essa mesma situação, segundo Arruda, fez com que 82,6% dos postos da cidade quebrassem ou seus proprietários mudassem de ramo de três anos para cá.
O empresário disse ainda que o custo de um posto de combustível em Londrina é o mais alto do Brasil e que os proprietários terão que fazer investimentos de mais de R$ 200 mil para se adequar às normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente. Entre essas normas está a substituição dos reservatórios antigos de combustível, medida que tem como objetivo prevenir a ocorrência de acidentes que venham a causar danos ambientais.

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