Revendas têm estoque de carros novos
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quarta-feira, 11 de dezembro de 1996
Agência Estado 
SÃO PAULO - Caiu a venda e aumentou o estoque de carros novos nas concessionárias em novembro. Pesquisa da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostra que foram comercializados no mês passado 185.976 veículos em todo o País, um volume 2,49% menor do que em outubro. Em relação a novembro do ano passado, no entanto, o número de carros vendidos cresceu 14,20%. No acumulado do ano, as vendas cresceram 5,18%.
O estoque das concessionários aumentou 0,35% em relação a outubro. O total de 96.817 unidades estocadas nas revendas representa 18 dias de vendas das empresas. Outros 20 mil veículos estavam estocados nos pátios das montadoras no final de novembro, de acordo com o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze.
Esse estoque pode diminuir um pouco em dezembro, mas não por causa das vendas melhores e sim por queda na produção, com os dias parados nas montadoras. As vendas normalmente caem em dezembro, diz Reze. Apesar da previsão de vendas menores, o presidente da Fenabrave acredita que deve cair o nível de desconto este mês. Os maiores descontos são dados na mudança da linha.
O estoque ideal, segundo Reze, é de sete a dez dias de venda. Mas ele não acredita que esse estoque caia por conta de mudança na programação de produção ou de entrega das montadoras. Reze reclama que as fábricas entregam carros acima do solicitado pelas revendas, que são obrigadas a pagar juros pelo estoque.
Atualmente, as concessionárias pagam juros entre 2,7% e 4% ao mês, dependendo da fábrica. Só quando o estoque chegar até elas, é que as montadoras vão rever a produção, critica. O ideal, diz ele, seria ter parte da produção para pronta entrega e parte feita sob encomenda. Atualmente isso só ocorre com alguns modelos da Fiat. O carro é entregue num prazo de 45 a 60 dias após o pedido. Para o próximo ano, a previsão da Fenabrave é de crescimento menor do que neste, entre 3% e 4% em média. A venda de automóveis deve crescer menos de 1%, diz Reze.


