Curitiba – As revendedoras de gás de cozinha, nome popular do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), já estão vendendo o produto com um reajuste médio de 25%. O preço anterior, de R$ 20,00 para o botijão de 13 quilos foi elevado para R$ 25,00, em média. Mas em pouco tempo a concorrência deve provocar uma redução no preço. Não será surpresa se dentro de poucos dias, o mercado estiver praticando preços que oscilem entre R$ 21,00 e R$ 28,00 o botijão, afirmou Stelios Chomatas, presidente do Sindicato dos Representantes das Distribuidoras de Gás do Paraná (Sinregas) .
Esse valor está sendo previsto para a Região Metropolitana de Curitiba, onde há base produtora. Nas demais regiões do Estado, o preço vai variar de acordo com o custo do transporte. Segundo Chomatas, o mercado de GLP é bastante competitivo, à exemplo do mercado de vendas de combustíveis. Ele disse que não estranha as empresas revendedoras de gás derrubarem o preço para elevarem as vendas, quando precisam de dinheiro no curto prazo.
A elevação no preço do gás foi provocada pela retirada dos subsídios do governo federal ao GLP. Ocorre que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) detectou que 9,3 milhões de famílias em todo o País, cadastradas no programa federal Bolsa-Escola, devem realmente receber o subsídio. Esse contingente corresponde a 40 milhões de pessoas, cuja renda média é de 1,5 salário mínimo mensal.
‘‘As demais famílias não incluídas nesse contigente devem pagar o preço de mercado, que daqui para frente vai acompanhar o preço internacional do GLP, atualmente de US$ 1 por quilo’’, disse Chomatas.
Na verdade, a ANP descobriu que o GLP é uma alternativa de energia para a crise que se instalou no setor e não podia mais manter os subsídios. Com a crise de energia, pessoas e empresas passaram a utilizar o gás de cozinha para outros fins e não exclusivamente para cozinhar alimentos. O subsídio será mantido em forma de vale-gás para as famílias carentes cadastradas, que vão receber R$ 7,00 por mês.

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