Revendas garantem que volume de vendas se mantém no setor
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sábado, 01 de dezembro de 2001
De Londrina 
Notícias de férias coletivas e demissões em montadoras, podem não significar que o consumidor esteja arredio à compra de carros novos. Reunidos na Feira de Automóveis, Motos e Acessórios do Norte do Paraná (Auto
Moto Show 2001), em Londrina, revendedores dizem que final do ano significa temporada natural de vendas, já que é nesta época que os negócios aquecem.
Os negócios estão acontecendo e o consumidor está receptivo. Também pudera: nunca houve tanta promoção e facilidades.
O diretor da Marajó Veículos, concessionária Fiat, Flávio Meneguetti, disse que as montadoras brasileiras tiveram que fazer ajustes depois do colapso no mercado, ocorrido pós 11 de setembro. Ele ressalva, no entanto, que em outubro e novembro o mercado respirou aliviado. ''O setor está respondendo aos estímulos das promoções que estão sendo praticadas nas agências. O parcelamento sem juros, em até 24 meses, é um fato inédito na historio do mercado automotor brasileiro''. Mas estratégias como essa, segundo o empresário que atua há 30 anos no mercado, foram os principais fatores para que o último trimestre do ano feche dentro das metas traçadas no início de 2001 para o setor automotivo um crescimento de 10% a 12% em 2001.
No ramo há 28 anos, o vendedor da Mizumi Veículos, Aparecido Garcia, explica que a crise que passam as montadoras é o oposto da realidade do que mercado consumidor porque os produtos que estão sendo entregues ao consumidor foram fabricados há meses. ''As fábricas trabalham com estoques altos. As concessionárias têm a função de fazer o corpo a corpo. E nossa missão é clara, temos de satisfazer desejos. A hora é exatamente agora porque o cliente busca fazer a troca neste momento'', diz ele.
O gerente de vendas da Nortpar, revenda Renault em Londrina, Sérgio Miron, disse que as férias são comuns nos finais de ano, referindo à atitude da fábrica instalada em São José dos Pinhas, na região metropolitana de Curitiba. No entanto os negócios vão bem, afirmou ele. O gerente espera um incremento de vendas da ordem de 30% este ano, em relação ao ano passado. ''A cada ano a marca aumenta sua participação, na medida que vai ficando mais conhecida'', afirmou. A montadora está no Brasil há três anos.


