Revendas de Londrina comemoram prorrogação do IPI reduzido
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Victor Lopes <br> <br> Reportagem Local 
O cenário apontava para o término do prazo de Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido neste mês, mas ontem, durante visita na abertura do 27º Salão Internacional do Automóvel, em São Paulo, a presidente Dilma Rousseff fez a alegria das montadoras e concessionárias de todo o País. A presidente anunciou a prorrogação do prazo até dia 31 de dezembro, o que deve fazer o mercado fechar no azul, algo que era considerado impossível sem o benefício oferecido este ano. Em Londrina, os gerentes de vendas de diversas concessionárias comemoraram o anúncio e boa parte confirmou que 2012 deve fechar com balanço superior ao ano passado.
O IPI de veículos foi reduzido no final de maio pelo governo em até sete pontos percentuais, de acordo com o modelo e a cilindrada. No caso dos carros populares, de motor 1.0, a redução foi de 7% para zero. Os veículos a álcool e flex com motores entre 1.0 e 2.0 tiveram o imposto reduzido de 11% para 5,5% e os modelos a gasolina com motores entre 1.0 a 2.0 tiveram uma diminuição de 13% para 6,5%. O setor automotivo representa aproximadamente 21% do PIB da indústria nacional e movimenta outros setores, como o financeiro, já que 65% dos carros novos são vendidos por meio de financiamento.
O presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Flávio Meneghetti, que participava da abertura do Salão do Automóvel no momento do anúncio da presidente, disse que todo setor o estava aguardando a prorrogação, mas se mostrou surpreso que de fato aconteceu. ''Na última reunião que fizemos não foi sinalizado que haveria uma prorrogação do IPI reduzido. Isso é algo muito importante pois vai direcionar o fechamento dos nossos números deste ano.''
Se o benefício acabasse neste mês, a Fenabrave estimava fechar o ano com saldo positivo de 2%. ''Agora, com o anúncio, pretendemos fechar as vendas com alta de 5% em relação a 2011. A busca pelos automóveis deve aumentar em novembro e dezembro, impulsionada inclusive, pela liberação do 13º salário'', concluiu Meneghetti.
O gerente de novos da Cipasa, revenda da Volkswagen, Sidney Fonseca, recebeu a notícia com empolgação. Ele comentou que o anúncio do governo veio num momento importante, já que as vendas melhoraram muito na segunda quinzena de outubro. ''Estes últimos dias do mês estão sendo excepcionais, com crescimento de 30% em relação à primeira quinzena. Certamente este ano já estava com vendas mais volumosas que 2011 e, agora, vai ser ainda melhor'', declarou.
Já o diretor comercial da Fiat Marajó, Eduardo Meneghetti, salientou que os meses de novembro e dezembro são interessantes naturalmente, e este anúncio deve potencializar as vendas ainda mais. Ele relembrou que agosto foi o melhor mês da história da concessionária e espera outra quebra de recordes entre outubro e o restante do ano. ''As expectativas agora são melhores e certamente vamos vender mais este ano do que em 2011.''
Vendas
Depois do recorde de vendas registrado em agosto, com 405 mil unidades emplacadas, o segmento de automóveis e comerciais leves viu um encolhimento de 31% em setembro (277 mil). Na primeira quinzena de outubro, outra queda, agora de 10,1% em relação ao mesmo período do mês anterior, aponta a Fenabrave. Com o recorde de vendas em agosto, o Brasil ultrapassou a Alemanha, ocupando o posto de terceiro maior mercado do mundo, atrás apenas de China e dos Estados Unidos. O benefício fiscal fez as vendas de carros crescerem 5,5% até agora no acumulado do ano. (Com Folhapress)


