Revendas de GLP em Londrina são aprovadas pela ANP
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sexta-feira, 10 de junho de 2011
Victor Lopes<BR>Reportagem Local 
O consumidor do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) pode ficar mais tranquilo em relação aos estabelecimentos que comercializam o conhecido gás de cozinha em Londrina. Ontem, foi divulgado o resultado final da operação ''Gás Legal'', que iniciou na última terça-feira e contou com cinco equipes da Agência Nacional do Petróleo (ANP), com o apoio do Ministério Público (MP), Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), Polícia Militar, Procon e Corpo de Bombeiros. No total, foram vistoriadas 72 revendas de gás na cidade, com o intuito de encontrar irregularidades no que envolve a segurança dos locais, se possuem vistoria do Corpo de Bombeiros, cadastro junto à ANP, pesos dos botijões e principalmente se o produto é vendido clandestinamente.
De todos os estabelecimento visitados, 20 deles foram autuados, 10 interditados e 11 sofreram notificações para que melhorias fossem realizadas. Também foram apreendidos 104 botijões que ofereciam risco ao consumidor. Um dos problemas mais graves encontrados pela fiscalização foi uma descarga ilegal de mil botijões na zona norte de Londrina. Entretanto, o produto em si não estava irregular e foram devolvidos para a empresa fornecedora. ''As 10 revendas interditadas estavam colocando a segurança do comprador em risco. O trabalho serviu para que os comerciantes regularizassem sua situação com os orgãos responsáveis. Vale dizer que a maioria deles mostrou interesse em sanar as irregularidades'', salienta Raimundo Nonato, fiscal de combustível da ANP.
Os comerciantes autuados terão que pagar multas a partir de R$ 5 mil. No início da semana, a ideia do grupo era vistoriar pelo menos 94 revendas, entretanto a chuva acabou atrapalhando um pouco. O promotor Miguel Sogayar ficou satisfeito com a operação. ''Visitamos quase 80% do que havíamos planejado. Foi satisfatório pois a ideia é termos um mercado regularizado na cidade'', comenta Sogayar.
Como o grande intuito da operação ''Gás Legal'' é acabar com a clandestinidade nos pontos de revenda do produto em todo o País, o fiscal da ANP relata que foram encontrados poucos casos com tal irregularidade no município. ''Nos deparamos apenas com dois casos de clandestinidade. Em Capivari (SP), por exemplo, encontramos mais de 50 estabelecimentos clandestinos. A multa para este caso é por volta de R$ 20 mil. É uma situação que acontece em todo o Brasil'', comenta Nonato.
Para acabar não comprando em locais que não estão seguindo as normas da ANP, o consumidor pode ficar atento se a revenda é autorizada, questionar se passou pela vistoria dos Bombeiros e até pedir que o comerciante pese o botijão na hora da compra. ''A ideia é que sempre haja a participação do município nestas ações'', complementa o promotor Sogayar.


