Embora as montadoras tenham elevado o preço de seus carros na semana passada, quem pretende comprar veículo novo ainda pode fechar o negócio pelo preço antigo. Boa parte das revendas ainda tem em seu estoque carros que foram faturados até 31 de dezembro, antes, portanto, da rodada de aumentos. A Volks aplicou reajuste médio de 1,5% na virada do ano e a Fiat de 1,19% na segunda-feira. Além disso, os carros faturados a partir 1º de janeiro tiveram seus preços reajustados em virtude do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) mais alto. É que nessa data foi extinto o acordo entre o governo e as montadoras que reduziu em dois pontos porcentuais o IPI para os carros populares e em cinco pontos para os demais modelos.
Com a extinção, a antiga alíquota de carros populares subiu de 8% para 10%, de carros médios, de 25% para 30%, e de luxo, de 30% para 35%.
Por conta do IPI mais caro, a Volks e a Fiat já elevaram o preço de alguns de seus modelos em 1,5%. A Ford e a GM ainda não anunciaram oficialmente o repasse do aumento do IPI, mas os revendedores já receberam a nova tabela. Na GM, o porcentual varia de 1,03% a 4,43% e na Ford a oscilação é de 2% a 5%, aproximadamente.
Mas a situação ainda favorece o consumidor. As revendas continuam com seus estoques elevados e o ritmo de vendas, lento, o que deve levá-las a oferecer vantagens financeiras para o consumidor. Mas especialistas avaliam que será inevitável o repasse do aumento provocado pelo IPI maior para o comprador de carro faturado este ano.
O porcentual de aumento para os carros populares deve ser menor, porque o volume maior de vendas nesse segmento compensa a perda com um repasse parcial do aumento do IPI. O reajuste no preço final dos populares deve ficar em torno de 1%. Para os modelos mais caros, em que o volume de vendas é menor, o preço deve subir cerca de 5%.
Também no setor de importados, o consumidor ainda consegue escapar do aumento de preços. Mas é preciso acompanhar com atenção o mercado. É que, além de o estoque das revendas ser menor, o reajuste tende a ser superior ao dos modelos nacionais e pode chegar a 8%. O reajuste do preço dos carros importados é reflexo da Medida Provisória n.º 1.778, editada no dia 30 de dezembro, que alterou, a partir de 1.º de janeiro, a forma de incidência do IPI. Anteriormente, esse imposto era cobrado sobre o faturamento e agora incide sobre o preço de venda do veículo.

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