A TAM Linhas Aéreas deve manter a decisão de cancelar suas atividades no Aeroporto Silvio Name Júnior, em Maringá. Ontem, empresários da cidade e o prefeito de Maringá, Silvio Barros (PP), se reuniram com a diretoria da empresa, que informou que o fim das atividades na cidade é uma estratégia de mercado e dificilmente será mudada.
Diretores da TAM informaram a comissão maringaense que o fim da Varig abriu novas rotas no mercado internacional, que poderá ser preenchida por empresas estrangeiras. Por isso, a Tam pretende agora investir nesse segmento e o cancelamento das operações em Maringá e Caxias do Sul (RS) estão dentro desse novo plano de ação.
Mesmo assim, a empresa se comprometeu a estudar a possibilidade de deixar apenas uma linha operando em Maringá. No entanto, não informaram um prazo para apresentar esse estudo. O superintendente do aeroporto de Maringá, Marcos Valêncio, espera que a resposta seja breve, uma vez que o fim das operações no município está marcada para o dia 24 de março.''Eles disseram que vão estudar essa possibilidade, mas acreditamos que as chances disso acontecer são pequenas. Até lá, vamos tentar negociar a manutenção dos
vôos'', frisou.
Mesmo com uma taxa de ocupação na casa de 50% nos vôos para Maringá e um crescimento pela linha nos últimos anos, a TAM acredita que usar as aeronaves em rotas internacionais será uma melhor estratégia de mercado. A empresa alegou que o aumento de passageiros também aconteceu porque desde 2005, entrou em operação o Airbus A-300, com capacidade para 174 pessoas. Antes dele, o Foker 100 tinha capacidade para 100 passageiros. Ou seja, a oferta de passagens praticamente dobrou.
Segundo Valêncio, mesmo com a pouca chance de manter os vôos da TAM, a administração municipal e as entidades que estiveram presentes na reunião de ontem, vão continuar as negociações com a diretoria da empresa para tentar encontrar uma saída viável para ambos os lados. ''A empresa não estava tendo prejuízo em Maringá e a cidade e toda região ganha muito com a continuidade dos vôos'', esclareceu.
Com o cancelamento dos dois vôos serão fechados 16 postos de trabalho no aeroporto. A TAM vai manter na cidade apenas o escritório de venda de passagens e os terminais para transporte de carga.

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