Reunião do FMI enfatiza urgência de reformas na economia mundial
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terça-feira, 23 de setembro de 1997
Agência Folha Hong Kong 
France PresseCerimôniaO primeiro-ministro chinês Li Peng fala na abertura da reunião anual do FMI e Banco Mundial, em Hong KongA economia mundial está passando por um período extraordinário de crescimento com baixa inflação. No entanto, não faltam problemas e desafios, como ficou claro na abertura oficial da reunião anual do FMI e do Banco Mundial, ontem em Hong Kong. O primeiro-ministro chinês, Li Peng, na sua primeira visita a Hong Kong depois da devolução para a China, em julho, abriu o encontro com um discurso forte em favor dos países em desenvolvimento. A prosperidade e a afluência de um pequeno número de países não podem durar muito baseadas na pobreza e no atraso da maioria dos países, disse Peng aos representantes dos 181 países-membros do FMI e Bird.
Peng propôs várias formas de melhorar as condições dos países em desenvolvimento - da maior atenção aos problemas do desenvolvimento à proteção contra crises financeiras. Ao mesmo tempo, reforçou os compromissos da China com uma economia socialista de mercado. Peng previu que a China vai crescer 8% ao ano até o final da década e 7% no início do próximo século.
O diretor-gerente do FMI, Michel Camdessus, chamou a atenção, no discurso de abertura, para os problemas que impedem o que ele chamou de crescimento de alta qualidade. Na Europa, a falta de um mercado de trabalho mais flexível; na Ásia e na América Latina, a fragilidade dos sistemas bancários e, de forma geral, o uso ineficiente de recursos públicos. Camdessus disse que as lições da crise monetária da Ásia mostra que faltam políticas saudáveis, reforço no setor financeiro e sistemas adequados de supervisão.
Já o presidente do Bird, James Wolfensohn, disse que os países podem ignorar os desafios da pobreza, do meio ambiente, das guerras. Mas temos que reconhecer que estamos vivendo com uma bomba de tempo e, a menos que comecemos a agir agora, ela poderá explodir nas faces de nossos filhos, disse. Se nada for feito, em 30 anos o mundo terá 5 bilhões de pessoais vivendo com menos de US$ 2 por dia.


