Reunião do Conselho atrasa posse no Banestado
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quarta-feira, 13 de janeiro de 1999
Carmem Murara 
O Conselho de Administração do Banestado se reúne na próxima terça-feira, em sessão extraordinária, para homologar a indicação do ex-ministro da Previdência Reinhold Stephanes (PFL) para a presidência do banco, o que provocará a alteração na data da posse. O dia da reunião foi fixado ontem pelo secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, e pelo ex-ministro, que tiveram o primeiro encontro para encaminhar o processo de saneamento do banco. Os dois dividiram o tempo entre as salas do Banco Central e o gabinete parlamentar de Stephanes.
O ex-ministro está se inteirando da situação do Banestado e ainda corre contra o tempo para fechar o quadro da diretoria. A escolha dos diretores está a cargo do ex-ministro, afirmou o secretário da Fazenda. Até que assuma a presidência do banco, Stephanes não quer dar declarações sobre o Banestado, segundo informou sua assessoria.
A posse do futuro presidente do Banestado se dará junto com a dos outros sete diretores. O governo se esforça para conseguir oficializá-los nos cargos ainda na próxima semana, mas ele vai ficar na dependência da aprovação dos nomes por parte do Banco Central. Para antecipar o processo, nós faremos uma consulta prévia da diretoria e do nome do ministro ao Banco Central, por isso a posse pode ficar para o dia 21, afirmou o secretário da Fazenda, que acumula a função de presidente do Conselho de Administração do Banestado.
O governo quer que a cerimônia de posse seja feita o mais rápido possível a fim de que se possa dar continuidade ao processo de saneamento do Banestado, que caminha a passos lentos desde que começaram as indefinições sobre a composição da diretoria. O governo do Estado tem pressa em ver o banco preparado para a privatização, que tem de ser feita até o dia 30 de junho sob pena de o Banco Central decretar intervenção federal.
O Banestado precisa da liberação da primeira parcela dos recursos do Banco Central, que está há mais de três semanas encalhada. O secretário da Fazenda disse que o dinheiro deve sair até a próxima semana, pois ainda faltaram alguns documentos para que o Banco Central fizesse o repasse. Eles pediram a assinatura de um compromisso de gestão, como previa o protocolo, e querem ainda a documentação sobre o fechamento das agências nas Ilhas Cayman e Nova York, disse o secretário. Os papéis serão enviados até esta sexta-feira.
A parcela do Banco Central deve ser de R$ 3 bilhões de um total de R$ 4,4 bilhões para sanear o banco. Com a entrada dos recursos no caixa do Banestado, o que será feito em forma de títulos federais, o banco paranaense se livrará do Sistema Interbancário para fechar as operações financeiras diárias. O atraso na liberação dificulta o processo de recuperação do banco.


