Autoridades da Receita Federal (Brasil) e da Direção de Aduanas (DGA, no Paraguai) vão se reunir em 18 e 19 de abril para terminar a regulamentação e fixar a data para a união aduaneira entre Ciudad del Este e Foz de Iguaçu, disse à AFP o diretor de Relações Internacionais da DGA, Pablo Cuevas.
‘‘A Receita Federal se comprometeu a nos enviar nesta sexta-feira (hoje) pela manhã as observações ao regulamento do controle aduaneiro conjunto e o Paraguai responderá imediatamente aos ajustes para nos reunirmos em 18 e 19 de abril, provavelmente em Foz do Iguaçu, onde vamos harmonizar o texto e fixar a data para o começo do controle integrado da fronteira’’, explicou Cuevas.
O presidente paraguaio, Luis González, disse na última quarta-feira durante um balanço do segundo ano de seu governo, que o combate à corrupção nas fronteiras não foi mais eficaz, porque as aduanas conjuntas com o Brasil ainda não foram implementadas. Segundo González, a segunda etapa vai eliminar as barreiras alfandegárias entre as cidades de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e Ponta Porã, no Brasil.
Também será feito um acompanhamento para descobrir as falhas nos mecanismos de controle dos produtos contrabandeados, começando pelos cigarros. Por falta de tempo, o assunto foi deixado de lado na agenda discutida entre quarta-feira e quinta-feira pelos representantes comerciais do Mercosul.
Numa reunião bilateral de negociadores paraguaios e argentinos, realizada ontem em paralelo às reuniões do Grupo Mercado Comum do Mercosul, o diretor da DGA confirmou que ‘‘foram determinados como únicos postos autorizados para liberar produtos importados de extrazona para o Paraguai, os de Encarnación (Paraguai), Posadas (Argentina) e Falcón (Paraguai) - Clorinda (Argentina)’’.
Desta forma, tenta-se evitar a violação da Tarifa Externa Comum (TEC) da região por meio da triangulação comercial de mercadorias da Ásia e dos Estados Unidos, que entram via Paraguai no Mercosul.

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