Reunião discute problemas de infraestrutura do Estado
Curitiba - Os secretários da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, e da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, realizaram ontem a primeira reunião da Câmara de Infraestrutura do programa Paraná Competitivo, que busca aumentar a competitividade da economia do Paraná nos mercados nacionais e internacionais. O objetivo é diagnosticar e debater soluções para os principais gargalos logísticos e de infraestrutura do Estado. A reunião teve como meta ouvir representantes de várias áreas e entidades de classe.
Barros defendeu que o Estado seja mais competitivo com a estrutura atual e pediu para os participantes da reunião apoio para que o governo possa melhorar a visão sobre os gargalos que o Paraná possui.
O coordenador do Conselho Temático de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Paulo Eduardo Rodrigues Ceschin, disse que faltam investimentos no Estado. ''Temos uma carência grande de projetos ferroviário, rodoviário, de conceito de modais de logística como um todo'', destacou.
As preocupações da Associação Comercial do Paraná (ACP) são com os aeroportos, porto e rodovias do Estado que podem ser melhorados, segundo o vice-presidente e coordenador do conselho político da entidade, Marco Antonio Peixoto.
''Precisamos de uma política de intermodais e de portos secos'', disse o representante do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-PR), Jean Paulo Nascimento.
Já para o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros do Paraná (Sindicam), Diumar Bueno, a fila de caminhões em direção ao Porto de Paranaguá representa ''uma imagem muito ruim para os negócios do Paraná e envolve um custo adicional de transporte''. Ele acredita que é possível resolver isso sem altos investimentos, mas com vontade política. O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), Sérgio Malucelli, disse que as filas enormes de caminhões são fruto de um porto ultrapassado.
''O investidor que vem para o Paraná vê obras que se arrastam. É preciso promover a inovação tecnológica'', disse o vice-presidente do Sinduscon-PR, José Eugênio Gisi.
Para o presidente do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR), Valter Fanini, a causa dos problemas da infraestrutura do Estado está na baixa capacidade de planejar e projetar investimentos.
A Câmara de Infraestrutura é a terceira linha de ação do programa Paraná Competitivo. Ao todo são cinco vertentes, a primeira, concluída recentemente, foi a parte fiscal que modernizou e flexibilizou a política fiscal para atração e ampliação de investimentos empresariais no Estado. A Câmara de Internacionalização, que foca no aumento da representatividade do Paraná nos mercados internacionais, deve ser concluída em breve com a criação da Agência de Internacionalização do Paraná.
Há também mais duas linhas do programa que devem iniciar em breve: a de Mão de obra, para qualificar melhor os trabalhadores, e a de Desburocratização, que vai trabalhar na agilidade dos trâmites legais para as empresas instaladas no Estado. (A.B.)





