France Presse
De Viena
Os 11 países da Opep iniciaram ontem uma reunião ministerial da Organização, em Viena, mas sem acordo prévio sobre o nível de sua produção a partir de primeiro de abril, após um dia de consultas informais.
Vários ministros disseram antes da abertura que não tinham conseguido um acordo sobre a alta da produção, após uma reunião informal dos 11 países membros. ‘‘Não conseguimos um acordo mas espero que isso seja possível esta noite’’, disse o ministro argelino do petróleo Jelil Chakib antes da abertura dos trabalhos.
Uma alta da produção de petróleo da Opep de um 1,7 bilhão barris diários é mencionada pelos especialistas para a partir de primeiro de abril.
Nesta data expira o acordo de redução feito em março de 99, que fez o preço do barril triplicar.
O secretário-geral da Opep, Rilwanu Lukman, disse ontem que um acordo sobre os níveis de produção dos países exportadores de petróleo poderia acontecer hoje, depois de uma reunião com o ministro saudita Ali Nuaimi.
A Arábia Saudita, o maior produtor e sócio da Opep, e a Venezuela, único membro latino-americano do cartel, querem que o aumento vigore no começo do segundo trimestre. A Venezuela defende um acordo que estipule um aumento da produção de petróleo com o compromisso de cada Estado membro de respeito das cotas decididas para reforçar a organização.
O Irã é contra uma alta da produção alegando que a demanda de petróleo tende a cair na primavera dos países ocidentais. Segunda-feira, o preço do petróleo caiu em Londres e Nova Iorque, a espera do resultado da reunião da Opep e de uma decisão de aumento da produção.
Às 16h35 GMT, o barril de Brent para entrega em maio valia 25,73 dólares no mercado londrino, contra os 25,91 dólares de sexta-feira no fechamento. Na mesma hora em Nova Iorque, o preço de referência (light sweet crude) para entrega em maio se situou em 27,50 dólares em comparação com os 28,02 de sexta-feira.