São Paulo - O Fórum Econômico Mundial começou ontem, na cidade suíça de Davos, em meio ao cenário mundial de crise nos mercados financeiros e o risco de uma recessão nos EUA, que poderia arrastar outros países e causar uma desaceleração (senão uma crise) econômica mundial.‘‘O Fed (Federal Reserve, o BC americano) não pode evitar que a economia [dos EUA] caia em recessão’’, disse o professor de economia Nouriel Roubini, em uma sessão de debate sobre economia mundial. ‘‘Na minha visão, a economia mundial não pode se descolar de um ‘‘hard landing’ [pouso forçado ou freada brusca na economia] nos EUA.’’
  O Fed cortou terça-feira sua taxa de juros em 0,75 ponto percentual, a fim de estimular o consumo com o barateamento do crédito e tentar dar impulso à economia americana.
  O presidente do Banco Central do México, Guillermo Ortiz, disse que a América Latina pode sofrer com os efeitos de uma recessão nos EUA. Segundo ele, algumas das principais economias da região, como o México, a Argentina e o Brasil, até o momento conseguiram evitar problemas com a desaceleração da economia americana, mas que a situação nos EUA - que, para ele, já estão em recessão - ainda pode piorar.
  O presidente do BC mexicano previu que a economia mundial deve passar por um desaquecimento substancial com os problemas dos EUA. Apesar de a América Latina poder vir a sentir os efeitos da crise nos EUA, no entanto, a região está melhor preparada para enfrentar os problemas.‘‘Estamos no primeiro ou no segundo assalto’’, disse. ‘‘Essa é uma luta de 15 assaltos.’’
  A reunião de Davos neste ano irá contar com a participação de 27 chefes de Estado ou de governo e 113 ministros, além de representantes do setor empresarial. Na pauta deste ano os debates irão girar em torno de um problema central: o planejamento para enfrentar o que pode vir a ser uma recessão global.

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