RETRATO DE TRABALHADOR
São 69 milhões no Brasil, 4,4 milhões no Paraná. Mais da metade 60% no mercado informal, sem registro em carteira, previdência social, direito a férias, seguro-desemprego, contracheque e crédito na praça. O Paraná conta 1.419.395 trabalhadores oficiais. Outros 3 milhões estão fora dos registros do governo. A maior parte é do sexo masculino: 2.675.250. As mulheres ainda são minoria: 1.761.395. Os formais, premiados com renda fixa e registro trabalhista, ganham em média R$ 630 no Estado. Um ano atrás era um pouco pior: média de R$ 584. Um pequeno ganho de 7%, não fosse a inflação do período. Diante do fantasma do desemprego e do trabalho marginal, essa legião que viaja na primeira classe do mercado ainda que não receba mais de três salários mínimos mensais se queixa pouco da renda encolhida, do Fundo de Garantia tungado, do imposto mais corrosivo a cada ano. Forma a elite do trabalho no novo milênio, marcado pela exclusão em escala mundial. Uma ameaça sem fronteiras, alvo de protestos no mundo todo neste Primeiro de Maio. (Ruth Meira)





