Retração na economia do PR foi menor que no País
O PIB do Paraná teve queda de 1,2% no segundo trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2014 e, portanto, abaixo da queda de 2,6% que ocorreu no Brasil no mesmo período. O resultado é apenas uma estimativa realizada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
No trimestre, o pior desempenho foi o do setor de serviços com queda de 2,2%, contra uma retração de 1,4% registrada no País. Este segmento vem sendo afetado pela queda na renda, aumento do desemprego e do endividamento das famílias. Ainda no segundo trimestre, a indústria teve queda de 1,7% e a agropecuária cresceu 7,4%.
O presidente do Ipardes, Julio Suzuki, disse que a indústria dá sinais de que o pior já teria passado. Isso porque a queda no Paraná foi menor que o tombo de 5,2% que ocorreu na média nacional.
Ele disse que o desempenho da agropecuária fez toda a diferença e garantiu que a queda no PIB do Estado fosse menor que no País. Suzuki lembrou que o Paraná teve uma safra recorde, além de registrar crescimento nos setores de aves e suínos. No Brasil, a agropecuária cresceu 1,8% no segundo trimestre. O professor de Economia da UFPR, Marcelo Curado, disse que, no Paraná, a agropecuária tem um peso maior que na média nacional. Ele destacou ainda a importância dos grãos, especialmente, da soja.
No primeiro semestre do ano o PIB do Paraná recuou -1,1% na comparação com o mesmo período de 2015. A agropecuária teve crescimento de 6,8%, a indústria registrou queda de 3,8% e os serviços tiveram redução de 1,6%.
E, nos 12 meses terminados em junho, o PIB paranaense caiu 0,2%. A agropecuária cresceu 8,2%, a indústria caiu 3,5% e os serviços tiveram queda de 0,1%. O desempenho negativo da indústria teve relação direta com o setor automotivo.
No ano passado, as estimativas as entidade são de que o PIB do Paraná tenha crescido 0,8%. Para este ano, as previsões de Curado e Suzuki são de que feche em queda, mas um pouco menor que a média nacional. Suzuki disse que o resultado do PIB do Estado em 2015 vai depender muito do desempenho da indústria no segundo semestre. (A.B.)





