Retração atinge pólo do Paraná
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quarta-feira, 01 de novembro de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
A instabilidade econômica, as recentes eleições municipais e a retração do mercado interno automobilístico fizeram com que a produção nacional de veículos caísse 12% em setembro deste ano em relação ao mês anterior. No Paraná, houve queda de 11,5% na produção. O problema atingiu principalmente a montadora Renault que chegou a fabricar 6,6 mil veículos em agosto e reduziu sua produção para 4,9 mil em setembro. O motivo é claro que é a retração do mercado interno. E que aconteceu por problemas econômicos e porque o consumidor está aguardando os novos modelos que deverão sair a partir deste mês, avaliou Sérgio Butka, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região Metropolitana. Outros itens que teriam colaborado para a queda no mês de setembro teriam sido a taxa de juros (que continua alta), a queda na renda do consumidor devido ao preço do combustível e ao aumento das tarifas públicas.
Atualmente, a produção paranaense chega a 7,47% do total de veículos fabricados no Brasil. De janeiro a setembro deste ano, foram produzidos 94,6 mil autoveículos (automóveis, camionetas de carga, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas) no Paraná. Em todo o País, foram 1,3 milhão. A produção paranaense só não foi maior por causa do retrabalho. A taxa de nacionalização das montadoras ainda é baixa, explicou Butka, ao afirmar que muitas vezes os carros estão prontos e têm que aguardar uma peça que ainda não chegou no mercado. Por causa do retrabalho, as montadoras Volks/Audi e Renault não deverão atingir a meta para este ano que era de produzir 70 mil carros cada uma. A Volks já produziu 44,6 mil contra 41,6 mil da Renault. No bimestre agosto-setembro, as montadoras já conseguiram atingir outro patamar de produção e demonstram que estão no caminho certo. Mas elas não deverão chegar a 65 mil veículos produzidos este ano, avaliou Cid Cordeiro, economista e supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). O salto de produção do bimestre em relação a média dos meses anteriores foi de 43%. Foi uma resposta das montadoras ao mercado interno e externo, que são crescentes, argumentou ele.
As exportações estão em ascensão. A Volks/Audi exporta 45% da produção local. Já a Renault exporta 26,1%. A montadora Chrysler, que estava com sérias dificuldades de produção, começa a se recuperar. Em julho, foram produzidas 149 camionetas de carga. Em agosto foram 440 e em setembro, 548.


