O ministro das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia, considerou positivo o desfecho do processo na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre o comércio de jatos leves aberto pela Embraer e pela Bombardier. Segundo ele, ‘‘a relação custo-benefício foi superpositiva’’. A disputa durou quatro anos e acabou com a condenação do uso do Programa de Financiameno às Exportações (Proex) para o setor aéreo e um direito de retaliação do Canadá contra o Brasil em torno e US$ 1,3 bilhão, no total, durante sete anos.
‘‘Em quatro anos, a Embraer tornou-se uma das maiores empresas desse mercado e já faz contratos de venda sem a necessidade do financiamento do governo’’, disse o ministro.
Ele confirmou que a OMC adiantou-se e já informou aos governos brasileiro e canadense sobre o valor da retaliação que o Canadá terá direito de aplicar contra o Brasil. O ministro não confirmou o valor exato do direito de retaliação, mas disse que será em torno de US$ 1,3 bilhão. Para ele, esse montante não está acima das expectativas do governo. ‘‘Nunca achei que seria uma valor baixo.’’ Os canadenses reivindicavam US$ 3,5 bilhões.

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