Em breve o ''mistério'' da incidência da febre aftosa no Paraná poderá ser desvendado. A confirmação de sete focos da doença no Estado, feita pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que culminou no sacrifício de 6,8 mil bovinos, até hoje é contestada pelos pecuaristas e pelo próprio governo do Estado. Os resultados dos exames de necropsia feitos a pedido dos pecuaristas já estão prontos, mas a divulgação oficial ainda aguarda o laudo final da comissão de necropsia.
Essa comissão - formada por técnicos indicados pelos produtores, governo do Estado, Mapa e do Panaftosa (entidade internacional) - deve se reunir na próxima semana em Curitiba para discutir os resultados. ''Todos os resultados, de material coletado de 22 bovinos sacrificados, deram negativo para isolamento viral de qualquer um dos tipos do vírus da febre aftosa'', adiantou o advogado dos pecuaristas Ricardo Jorge da Rocha Pereira.
Segundo ele, o mesmo material foi submetido a exames diferenciais (para detectar a existência de outras doenças que possam ter confundido o diagnóstico dos focos de aftosa), mas os resultados também foram negativo. Os laudos são da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), de Botucatu. ''Os resultados mostram o alto nível de sanidade dos animais'', comentou. Pereira inclusive já juntou todos os laudos laboratoriais às ações movidas pelos pecuaristas contra a União e o Estado do Paraná.
Os processos tramitam na Justiça Federal desde outubro (quando as propriedades ficaram sob suspeita de foco) e devem culminar em pedidos de indenização. (F.M.)

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