Resultado em 2014 indica enfraquecimento desde 2012
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Nielmar de Oliveira<br> Agência Brasil 
A receita nominal em 12 meses aponta para 6,4% no setor de serviços, mas deve ficar negativa em números reais, depois de desempenhos de alta de 1,5% em 2012 e de estabilidade em 2013. A análise é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base nos dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na avaliação da CNC, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de serviços dos últimos 12 meses encerrados em novembro (8,3%), foi registrada a nona retração consecutiva no faturamento real (4,6%) e o resultado mais baixo na série histórica da PMS deflacionada. Em 2012, as receitas nominal e real registraram avanços de 10% e 1,5%, respectivamente.
No ano seguinte, não houve crescimento real diante de uma expansão de 8,5% na receita nominal. Em virtude da desaceleração das atividades pesquisadas, 2014 deverá apurar queda superior a 2,5% em relação a 2013, informa a CNC.
A confederação alerta que a perda de fôlego no setor de serviços já começa a provocar reflexos no mercado de trabalho. Hoje, o setor é responsável por 42% da força de trabalho formal do País e, apesar de ter criado 488 mil vagas em 12 meses fechados em novembro de 2014, o saldo é 13% menor do que as 562 mil do período imediatamente anterior.
Conforme a entidade, o setor terciário respondeu por 46% dos postos de trabalho criados desde 2008. "Considerando-se a evolução do emprego apenas nos serviços cobertos pela PMS, a população ocupada avançou 1% nos 12 meses encerrados em novembro de 2014. Em todo o ano de 2013, houve avanço de 3,4%", cita, em nota.


