As amostras de gasolina, coletadas anteontem pela PIC em postos de combustíveis de Londrina, estão sendo analisadas pelo Departamento de Química da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Segundo o professor Olivio Fernandes Galão, responsável pelo trabalho, a expectativa é que o resultado seja divulgado hoje pela manhã.
Segundo Galão, as adulterações mais comuns são: o aumento da porcentagem de álcool que é fixada em 25% por litro e a troca por um líquido com cheiro e densidade totalmente diferente da gasolina. Neste caso, é utilizada uma substância que serve para a recapagem de pneus (uma espécie de solvente), acrescida de um corante amarelo e 25% de álcool. ''Na prática, o uso dessa mistura diminuirá o rendimento do veículo, além de a médio prazo corroer as peças de borracha presentes no motor'', disse Galão.
A corrosão também é o maior prejuízo para o veículo à gasolina movido com mais álcool que o permitido. Isso acontece porque o álcool é mais corrosivo que a gasolina. Para evitar esse efeito nos carros à álcool, a peças que entram em contato com ele são protegidas por uma liga de metal. (B.R.)
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