Restrições do Cade não impedem operação da AmBev
Das Agências
De Brasília
O advogado Tércio Sampaio Ferraz Júnior, da Companhia de Bebidas das Américas (AmBev), disse ontem que aparentemente a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), de restringir temporariamente alguns atos da associações entre a Brahma e a Antarctica, não afetará o funcionamento da nova empresa. Ferraz e o outro advogado da AmBev, Carlos Francisco de Magalhães, estiveram no Cade ontem.
O advogado disse que, apesar de o Cade ter proibido a AmBev de demitir, fechar fábricas e extinguir marcas até que o órgão julgue a fusão, a empresa não tinha a intenção de adotar essas condutas. Sobre a proibição de integração das duas empresas, Sampaio explicou que isso já foi feito, com a criação do Conselho Administrativo da AmBev, cujos co-presidentes são Victorio Demarchi (Antarctica) e Marcel Telles (Brahma).
A Kaiser voltou a atacar ontem a fusão entre as rivais Antarctica e Brahma. Em dois anúncios que vão ao ar esta noite em cadeia nacional de televisão, José Valien, o Baixinho da Kaiser, volta à cena em filmes bem humorados e duramente críticos às marcas concorrentes que vão se unir na AmBev. Sem mostrar rótulos, um cliente pede no balcão, sob os olhos do Baixinho, aquela do barulhinho, a redondinha ou aquela festiva. A cada pedido, a mesma garrafa, sem rótulo, é servida pelo garçon. Em seguida, ouve-se: Cerveja está ficando tudo igualzinha. Por outro lado, tem uma que continua do jeito que você gosta.
DemissãoO presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Gesner Oliveira, deve propor aos outros integrantes do órgão que, antes do julgamento de qualquer associação ou aquisição de empresa, as lideranças sindicais sejam informadas e consultadas. A intenção foi revelada após um encontro de Oliveira comc o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, na sede de Cade.





