A Receita Federal liberou ontem a consulta ao primeiro lote de restituições referentes à declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2015 (IRPF 2015). Ao todo, 1.495.850 contribuintes no Brasil terão direito à restituição no primeiro lote, com correção de 1,9%, totalizando mais de R$ 2,3 bilhões. Foram incluídas também restituições dos exercícios de 2008 a 2014 de 10.078 contribuintes, que foram retiradas da malha fina, elevando para R$ 2,4 bilhões o valor total de liberações.
No Paraná, 78.479 pessoas vão receber um total de R$ 123,945 milhões. Ao incluir as restituições dos exercícios de 2008 a 2014, que também serão pagas em junho, o valor total atinge R$ 126,232 milhões para um total de 78.875 contribuintes. No Estado, o valor médio da restituição é de R$ 1.600,41. Os valores da restituição serão creditados no dia 15 de junho e ficará disponível durante um ano.
De acordo com o supervisor do Programa do Imposto de Renda no Paraná, Vergílio Concetta, contribuintes idosos, com doença grave ou deficiência física, que não tenham cometido erros ou omissões na hora de enviar os dados, devem fazer parte deste primeiro lote de restituição.
As informações podem ser consultadas no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br) ou por meio do Receitafone 146. O órgão disponibiliza ainda aplicativo para tablets e smartphones que permite a consulta às declarações do IRPF para os sistemas Android e iOS.
Se o contribuinte não fizer o resgate da restituição no prazo de um ano, deverá requerê-la por meio do Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC,
no serviço Extrato do Processamento da DIRPF na página da Receita Federal na internet.
Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800 729 0001 (demais localidades) e 0800 729 0088 (telefone especial exclusivo para pessoas com deficiência auditiva), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Economia

Com o alto nível de endividamento das famílias, o professor do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Vanderlei Sereia, acredita que a restituição do IR vem amenizar um pouco essa situação, mas não resolve o problema. "Ajuda a movimentar um pouco mais a economia", disse.
Para quem está endividado, a recomendação dele é utilizar este recurso extra para pagar as dívidas e, como consequência, aliviar o pagamento de juros, até porque as taxas de compras feitas através de crédito estão muito elevadas. "Ao fazer o abatimento de dívidas, o consumidor deixa de comprometer a renda futura com o pagamento de juros", destacou.
Caso a pessoa esteja com as contas em dia e queira fazer uma aplicação financeira, ele sugere modalidades como a renda fixa e títulos do governo. Entre as opções, as dicas dele seriam o Tesouro Direto (títulos do governo), Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e CDB (Certificado de Depósito Bancário). A poupança tradicional não é uma boa escolha já que tem apresentado rendimentos inferiores à inflação.

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