Restituição do IR colocará R$ 114 mi em circulação no PR
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segunda-feira, 09 de julho de 2012
Andréa Bertoldi <br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Receita Federal libera hoje a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda. No Paraná, 124.361 contribuintes receberão um total de R$ 114,677 milhões. O valor médio a ser pago a cada contribuinte é de R$ 922,13, no entanto, há pessoas que receberão menos que este montante e outras que poderão receber valores bem maiores. O pagamento ocorrerá no dia 16 de julho e será acrescido de taxa Selic de 2,38%.
De acordo com o delegado adjunto da Receita em Londrina, David Oliveira, só nesta cidade, serão 14.944 contribuintes e um total de R$ 12,645 milhões. Segundo o superintendente adjunto da Receita Federal para o Paraná e Santa Catarina, Sérgio Gomes Nunes, este valor de R$ 114 milhões é o maior da história a ser pago em um lote de restituição. O primeiro lote para o Paraná, pago em 15 de junho, foi de R$ 111,705 milhões para 88.643 contribuintes.
Segundo Nunes, este lote de julho é mais elevado porque há uma velocidade maior de processamento pela Receita. Além disso, houve um crescimento da massa salarial dos trabalhadores no Paraná nos últimos anos. Ele acredita que os lotes que ficarem para o final do ano devem ser menores.
No primeiro lote, a prioridade de pagamento foi para pessoas acima de 60 anos. No lote de julho, devem receber a restituição os contribuintes que entregaram a declaração até o final de março. ''Quem tem alguma questão pendente com a Receita não deve fazer parte deste lote'', disse.
Neste ano, cerca de 550 mil paranaenses devem ter direito à restituição do Imposto de Renda. A Receita não tem ainda uma estimativa de qual será o montante total a ser pago até o final do ano. ''A restituição traz dinheiro em um período de crise e pode movimentar a economia'', declarou Nunes.
O consultor econômico da Associação Comercial do Paraná (ACP), Cláudio Shimoyama, disse que, com certeza, os recursos da restituição devem motivar as vendas do comércio no Estado. ''Ajuda a diminuir a taxa de inadimplência, o grau de endividamento e libera os consumidores para novas compras'', afirmou.
Em junho, a taxa de inadimplência era de 9% e considerada alta, segundo ele. ''O consumidor poderá assumir mais compromissos com o dinheiro que entra e gerar mais consumo, principalmente nas classes A e B'', finalizou Shimoyama.



