Restaurantes protestam contra tíquete
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 18 de outubro de 2005
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Amanhã, grande parte dos restaurantes, bares e lanchonetes não deve aceitar o tíquete-refeição como forma de pagamento. A ação faz parte de um protesto nacional, que tem como objetivo fazer com que as operadoras que trabalham com os tíquetes baixem sua taxa administrativa que hoje pode chegar a 10% sobre o valor do documento. A expectativa é que, em Londrina, entre 80% e 85% dos estabelecimentos deixem de aceitar os tíquetes.
Será um dia de protesto que está sendo organizado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Federação Nacional de Hotéis e Restaurantes e sindicatos filiados em todo País. A intenção destas entidades é que as taxas baixem para 2,5% do valor do tíquete. ''É uma paralisação nacional contra essas taxas abusivas cobradas pelas operadoras. Inclusive, isso impede que o preço das refeições seja mais baixo'', afirma Alzir Bocchi, superintendente do Sindicato dos Bares, Hotéis, Restaurantes e Similares de Londrina.
Nos estabelecimentos da cidade, em média, entre 40% e 60% das refeições são pagas com tíquetes. Em Londrina são 185 restaurantes e 379 bares e lanchonetes. ''Além das taxas, o pagamento demora entre 15 e 21 dias para ser feito. Isso prejudica principalmente os pequenos estabelecimentos, que não têm capital de giro, e onera todas as empresas'', afirma Bocchi. Além da taxa administrativa (que é de cerca de 8%), ainda são cobradas: taxa de adesão, anuidade, custo de reembolso de mensalidade e custo dos equipamentos utilizados. Todas essas cobranças podem atingir 10% do valor do tíquete.
Segundo o superintendente do sindicato, em 2002 foi firmado um acordo entre a Abrasel e a Associação das Empresas de Refeição e Alimentação para os Trabalhadores (Assert) que baixava para 3,5% a taxa em 2003 e para 2,5% em 2004. O acordo, inclusive, teria sido avalizado pelo então ministro do Trabalho, Francisco Dornelles. ''Só que esse acordo nunca foi cumprido. Esse nosso protesto, inclusive, é pelo não cumprimento do acordo'', salienta Bocchi.


