Resposta dos norte-americanos sobre Arco Norte sai em 60 dias
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 01 de março de 2013
Nelson Bortolin<br> Reportagem Local 
Em 60 dias, a Agência dos Estados Unidos para o Comércio e o Desenvolvimento (USTDA) vai responder se fará ou não o estudo de viabilidade do projeto Arco Norte. Esta é a expectativa da comissão que recebeu ontem em Londrina os consultores contratados da agência, Ronald Price e Clarence Haynes.
Pela manhã, eles assistiram a apresentações sobre o Paraná, Londrina e o Arco Norte, no Sindicato da Construção Civil (Sinduscon). No início da tarde, sobrevoaram a área sugerida para o projeto, na Zona Sul, perto da Mata dos Godoy. E depois se reuniram a portas fechadas com a comissão de Londrina e o secretário estadual da Infraestrutura, José Richa Filho, que acompanhou toda a visita.
Mas nenhum deles participou da entrevista coletiva agendada no auditório da Infraero. "Depois do sobrevoo, eles nos pediram os mapas da topografia da região e também que enviássemos os dados das apresentações e as fontes. Acreditamos que em 60 dias teremos uma reposta", afirmou Richa Filho.
Além dele, participaram da programação os presidentes do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel) e da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Bruno Veronese e Flávio Balan, além do consultor Marcelo Mafra. O prefeito Alexandre Kireeff não foi às reuniões. Ele foi ao Sinduscon pela manhã, deu boas-vindas aos consultores e mais tarde almoçou com eles.
Com a presença de duas dezenas de manifestantes contrários ao Arco Norte (veja box), a comissão evitou comentar, durante a coletiva, qual foi a impressão dos norte-americanos sobre a visita. Todos ressaltaram que, sem a comprovação da viabilidade ambiental da obra, ela não será realizada.
De manhã, o consultor Marcelo Mafra e o idealizador do projeto, Luiz Penteado Figueira de Mello, falaram sobre a questão ambiental para os representantes da USTDA, mas procuraram minimizar os possíveis impactos sobre a mata. "Apenas 1/7 da mata pertence à mesma bacia hidrográfica da área sugerida para o projeto. São somente 100 hectares voltados ao aeroporto", disse Figueira. Mafra contou que o projeto prevê a ampliação da mata em 1,1 mil hectares. "Estamos cientes de que precisaremos fazer estudos profundos sobre a viabilidade ambiental da obra."
Após as apresentações, Ronald Price, que é consultor em aeroportos e aviação, afirmou que a função da agência é ajudar o desenvolvimento econômico de outros países, ao mesmo tempo em que ajuda o dos Estados Unidos. Ele lembrou que o país dele e o Brasil mantêm antiga parceria no campo da aviação. "Temos um ótimo relacionamento nesta área", afirmou.



