O ex-diretor do Banco Central e economista-chefe da Confederação Nacional de Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, avalia que essa política hoje no Brasil é igual ao dos Estados Unidos, onde o Fed tem que olhar para a inflação e o emprego (crescimento econômico).
  A diferença no Brasil é que, como o BC não tem autonomia concedida em lei, seu objetivo oficial é o de perseguir a meta de inflação definida pelo governo. ‘‘Só com a autonomia de fato, ficará mais claro as responsabilidades do BC’’, disse Freitas.
  Ele destacou que, sem autonomia, a autoridade monetária tem que seguir as diretrizes estabelecidas pela presidente. Para Thadeu de Freitas, não é ruim o BC olhar para o crescimento, mas a autoridade monetária não pode perder o foco e a atenção na inflação.
  Há momentos importantes, disse ele, em que o BC tem que sacrificar o crescimento para não prejudicar o controle da inflação. Para Freitas, o BC empurrou o prazo de convergência da inflação ao não subir fortemente a taxa de juros, mas teve sorte com a desaceleração da inflação agora, que lhe dá tempo.
  No governo, embora o modelo do Fed agrade a muitos integrantes da equipe econômica, fontes argumentam que o BC brasileiro não fez nada demais ao acomodar na banda de tolerância o choque de inflação de commodities e esticar o prazo de convergência. ‘‘O BC segue com seu mandato de perseguir a meta de 4,5% de inflação’’, disse uma fonte. (F.G. e A.F./AE)

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