O sistema de escritura compartilhada vem ajudando a financiar dois grandes empreendimentos na região de Londrina. Apartamentos e bangalôs em construção nos resorts Maluí e Tayayá são vendidos em cotas para até 12 compradores. Quando prontos, cada proprietário terá direito a utilizá-los durante quatro semanas por ano. Poderá também alugá-los, caso preferir.
No Maluí, localizado na Ilha do Sol, na represa Capivara, a 70 quilômetros de Londrina, cerca de 90 dos 278 apartamentos já foram vendidos por este sistema. A inauguração da primeira etapa do projeto está prevista para o início do segundo semestre. O diretor de Obras do empreendimento, Cláudio Tedeschi, acredita que será possível obter R$ 56 milhões dos R$ 80 milhões estimados para a obra completa.
O valor de cada cota varia de R$ 44 mil a R$ 98 mil, conforme o tamanho do apartamento, financiada em até 60 vezes. "Muitas das pessoas que estão comprando apartamentos já são proprietárias de chácaras na ilha ou no continente", afirma Tedeschi. Segundo ele, essas pessoas se sentem atraídas pela infraestrutura do projeto, que prevê, entre outras coisas, spa e piscinas com águas termais.
O diretor explica que o proprietário que não quiser utilizar as semanas a que têm direito no Maluí Ilha do Sol Hotel Resort poderá deixar o imóvel para o próprio empreendimento alugar. "Estimamos que um apartamento de cotas de R$ 50 mil terá aluguel de R$ 700", declara.
Daqui a dois anos e meio, deverá estar pronto um novo bloco com mais cem apartamentos no Tayayá Aquaparque Hotel e Resort, na Represa Chavantes, em Ribeirão Claro, a 190 quilômetros de Londrina. As cem unidades já existentes também foram autofinanciadas, mas, por apenas um proprietário cada. Para os novos, o empreendimento adotou a escritura compartilhada.
"As cotas custarão R$ 39,8 mil para os apartamentos menores e R$ 74 mil para os maiores. Já vendemos 38% delas", afirma Mário Humberto Degani, sócio-proprietário do Tayayá. Segundo ele, a vantagem de se compartilhar o imóvel é que não se paga pela ociosidade. "Ninguém usa o apartamento o ano inteiro", declara. De acordo com Degani, 60% do tempo dos apartamentos já existentes são colocados para locação.
O empresário londrinense Nivaldo Benvenho é um dos que optaram pela escritura compartilhada. Ele comprou cotas de um apartamento no Maluí. "Quem tem casa na praia sabe que não se usa o tempo todo. Por isso, esse sistema compartilhado é bem visto no mundo inteiro", afirma.
Mesmo já sendo proprietário de uma chácara à beira da represa Capivara, ele diz que optou pelo apartamento no Maluí para estar perto dos amigos. "A represa é a nossa praia. Agora nós estamos nos organizando para usufruirmos do resort", declara.

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