A taxa de ocupação dos resorts caiu no terceiro trimestre deste ano, mas a expectativa é de recuperação neste fim de ano. O setor poderá movimentar cerca de R$ 400 milhões somente em diárias no Natal e Ano Novo. Os empreendimentos estão investindo em reformas, ampliações e agregando serviços.

Segundo a Resort Brasil (Associação Brasileira dos Resorts), enquanto taxa de ocupação reduziu 2%, a diária média subiu de R$ 700 para R$ 900, no último trimestre. "Tivemos um ano atípico, que fez com que as pessoas ficassem paradas. Para 2019, a ocupação deve aumentar 5% a 6%", comenta Alberto Cestrone, presidente da Resorts Brasil. Em 2017, o faturamento do quadro de associados chegou a R$ 1,9 bilhão.

O setor ainda não fechou uma projeção da ocupação para o período do fim de ano, mas o presidente acredita em taxa de quase 100%. "Natal e Réveillon representam um período em que o turismo cria muitas expectativas", afirma.

Os destinos do Nordeste são os mais procurados, além de Foz do Iguaçu, Balneário Camboriú (SC) e Caldas Novas (GO). De acordo com um levantamento da CVC, o radar dos turistas está captando outros locais no Nordeste, além dos tradicionais. Alguns deles são Touros (RN), que inaugurou em setembro um novo resort; Jericoacoara (CE); Praia dos Carneiros (PE); e Una/Comandatuba (BA).

O gerente comercial da Navega Tur Agência de Viagens e Turismo, Giovani Pratta, afirma que a a loja registrou aumento de 10% na procura por pacotes de resorts para este fim de ano e que os turistas estão cada vez mais criteriosos na escolha, dando preferência para os com entretenimento para crianças.

A procura por resorts no Paraná vem crescendo principalmente para período curtos de três ou quatro dias. A Valetim Turismo registrou um aumento médio de 63% nas vendas de 2017 para 2018. "Os resorts da região de Londrina e Maringá estão nas suas melhores fases. Temos demanda para o fim de ano, mas o pessoal já está se programando para março, abril", diz Rodrigo Ferreira, gerente da Valentim.

CONSOLIDAÇÃO

Na última década, os resorts se consolidaram no mercado e vêm conquistando as empresas para realização de convenções. "Antes eles eram vistos como um lugar de lazer. Hoje, como área de eventos grandes. Os eventos têm sido uma fatia significativa da receita anual", explica o presidente da Resorts Brasil. Cestrone diz que, em comparação aos hotéis do Caribe e do México, os brasileiros estão com nível de excelência superior. "Temos fortes investimentos tanto em melhorias como em número de apartamentos", conta.

Os resorts, segundo ele, também estão ampliando a gama de serviços, associando a hotelaria com parques temáticos. Um exemplo é Grupo Mabu Hotéis & Resorts, em Foz do Iguaçu, que está inaugurando um parque aquático termal. O empreendimento tem 62 mil metros quadrados de área e está sobre o Aquífero Guarani. Entre as atrações, uma praia termal com 11 mil metros quadrados. A expectativa do grupo é que, com a manutenção do câmbio elevado, a ocupação média fique em torno de 85% durante Natal, Réveillon e janeiro.

ESTRANGEIROS

A Resort Brasil está iniciando uma campanha na América do Sul para retomada do público estrangeiro. Em 2009, 40% dos hóspedes eram de fora do País. Hoje, representam apenas 9%. "Estamos retomando um trabalho forte na Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile", comenta Cestrone.

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