Apenas duas agências e dois postos de atendimento bancários (PABs) permaneceram abertos ontem em Londrina, no 14º dia de greve da categoria em todo o País. O número corresponde a 86% de todas os estabelecimentos da cidade. No Paraná, 696 agências estão fora de operação, o que corresponde a 16,4 mil dos 23 mil trabalhadores do Estado. Em Curitiba e região metropolitana, os bancários já fecharam 300 agências.
Com os bancos paralisados, diversas pessoas procuraram ontem o PAB da Universidade Estadual de Londrina (UEL) para realizar serviços bancários. Entretanto, de acordo com uma resolução do Banco Central (BC), tanto o posto da UEL quanto o do campus da Unopar, no Jardim Piza, só podem atender funcionários das universidades. ''Muitas pessoas desconhecem isso e acabam vindo até aqui. O nosso movimento certamente aumentou, mas isso porque muitos funcionários da universidade que não utilizavam a agência estão nos procurando nestes dias de greve'', comentou uma funcionária, que preferiu não se identificar.
Durante o período que a reportagem da FOLHA permaneceu no PAB da UEL, uma das caixas do estabelecimento teve reforçar a informação para clientes que não sabiam que não poderiam ser atendidos. A estudante Mônica Gomes estava indignada porque não poderia pagar algumas contas. ''Um funcionário da minha agência me disse que eu poderia vir até aqui. Moro perto do Hospital Universitário e vim só para isso'', criticou, ganhando a concordância de outros clientes.
Um dos motivos para que o PAB permaneça aberto durante a paralisação geral é que o sindicato não dispõe de pessoal suficiente para chegar até lá. ''Nosso número de pessoas é limitado e os pontos mais distantes ficam complicados para a adesão. Precisamos que os bancários que estão na greve ajudem nas ruas'', salientou Gisa Bisotto, secretária-geral do Sindicato dos Bancários de Londrina.
Já José Sabino, dirigente do Sindicato, disse que as agências e PABs em funcionamento não ingressaram na greve porque os funcionários não estão com disposição de paralisar de maneira adequada. ''Eles querem que a agência fique fechada, mas com todos lá dentro trabalhando. Não é assim que se faz greve'', complementou. Enquanto isso, as filas das lotéricas visitadas pela reportagem continuam crescendo, principalmente no centro de Londrina.

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