Resolução de SP não ajuda frigoríficos
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sábado, 19 de novembro de 2005
Equipe da Folha 
Curitiba - Distante das divergências entre o Mapa e Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, o setor produtivo da carne continua amargando prejuízos. Para o presidente do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados do Paraná (Sindicarne), Péricles Salazar, a Resolução nº 39, baixada pela Secretaria de Estado da Agricultura de São Paulo, flexibilizando as barreiras contra o Paraná não resolve o problema do setor, pois boa parte do rebanho bovino do Estado está concentrada nos 36 municípios em que a restrição foi mantida. ''Não sai boi nem carne com osso desses municípios. E, também, não podemos vender carne para supermercados só para empresas que fazem a eliminação do osso'', acrescentou.
Em relação ao anúncio, feito anteontem, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de contratar, emergencialmente, 400 fiscais agropecuários para reforçar o trabalho em portos e aeroportos, Salazar também não se mostrou satisfeito. Os frigoríficos do Paraná - já prejudicados por conta da suspeita de aftosa - estão tendo dificuldade para exportar carne diante da escassez de fiscais, em greve desde o dia 7 deste mês.
Salazar alega que a medida não é eficaz, a curto prazo, pois o processo de contratação deve levar, no mínimo, 30 dias. Enquanto isso, informou ele, as empresas estão tentando contornar o problema estocando parte da produção e exportando outra parte.
O Sindicarne aguarda julgamento de dois mandados de segurança protocolocados, esta semana, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e na Justiça Federal, em Brasília, pedindo que o Ministério da Agricultura flexibilize as barreiras sanitárias impostas ao Paraná.(A.L.)


