Resíduo de fungicida não afeta solos, diz Emater
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sexta-feira, 17 de novembro de 2000
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
Os agricultores do oeste do Paraná, que se mostraram preocupados com a possibilidade de ser disseminada a intoxicação causada pelo fungicida Rhodiauran SC em lavouras de soja, foram informados por técnicos e engenheiro agrônomos que o resíduo do produto não atinge as demais plantas e animais. O motivo para o alerta dos agricultores se deve ao fato de a região ser rica em mananciais e áreas de reserva florestal permanente.
Além de ser registrada em Ponta Grossa, Carambeí e Maringá, a soja intoxicada também foi encontrada em diversas propriedades do extremo oeste. Somente em Medianeira (65 quilômetros a nordeste de Foz do Iguaçu), pelo menos dez agricultores tiveram perdas na plantação provocadas pelo fungicida da indústria Aventis. Parte das fazendas faz divisa com o Parque Nacional do Iguaçu ou margeia o Rio Iguaçu e afluentes.
Segundo o chefe da Emater em Medianeira, Egídio Gotardo, não há possibilidade de contaminação nestes locais, já que o produto é fitotóxico. É difícil que este fungicida afete outras áreas ou plantas, pois foi produzido biotecnologicamnete para ser usado na soja, comentou Gotardo, lembrando ainda que nos locais onde as sementes foram usadas as bactérias e outros microorganismos do solo devem eliminar o produto, através de processo natural, até a próxima safra.
O engenheiro agrônomo citou ainda a propriedade de Nilton Vendrame, cuja área total soma 450 hectares, sendo pelo menos 200 hectares plantados com soja. Praticamente 30% do total foi perdido com o uso do produto. Vendrame está agora verificando o que pode ser feito na Justiça para conseguir compensar pelo menos parte do prejuízo. Os agricultores da região estão encaminhando os casos à Faep.


