Reservas são ponto a favor do Brasil, dizem executivos
O tamanho das reservas internacionais brasileiras, da ordem de US$ 67 bilhões, e a contínua entrada de investimentos externos diretos têm tranquilizado os investidores do mercado internacional que acreditavam em um possível ataque especulativo contra o real, afirma o presidente do BankBoston, controlador do Banco de Boston no Brasil, Henrique Meirelles.
A opinião de Meirelles é compartilhada por outros executivos do mercado financeiro que participam em Hong Kong da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial. Tem gente que acredita na possibilidade de um ataque especulativo contra o Brasil, mas, quando recebe informação sobre as reservas e os investimentos, percebe que não há risco a curto prazo, comentou o presidente do BankBoston.
A preocupação mais frequente dos banqueiros em Hong Kong, segundo notou Meirelles, é a situação externa do País - a valorização do real e o crescente déficit nas transações correntes com o exterior (comércio, serviços e transferências de dinheiro). A dúvida é se a manutenção da política de câmbio pode continuar, a longo prazo, como uma decisão unilateral do governo brasileiro, acrescentou Meirellles, que não acredita, porém, em um ataque especulativo contra o real. Quem faz ataques especulativos decide segundo a possibilidade de sucesso desse ataque, e essa possibilidade é muito baixa no Brasil.





