Reservas internacionais têm recuperação
Depois da queda de abril, as reservas internacionais voltaram a se recuperar e fecharam o mês de maio com o saldo de US$ 58,4 bilhões no conceito de caixa (recursos efetivamente disponíveis). Em relação a abril, este saldo representa uma recuperação de US$ 3,1 bilhões - naquele mês o caixa havia ficado em US$ 55,2 bilhões. Também no conceito de liquidez, que inclui créditos a serem recebidos, as reservas apresentaram o mesmo nível de recuperação, ou seja, o total de US$ 3,1 bilhões. O saldo do mês ficou em US$ 59,2 bilhões contra US$ 56,1 bilhões de abril.
Com a recuperação, as reservas voltaram aos níveis de março, considerando caixa, e de fevereiro, em liquidez. Em caixa, as reservas correspondem a 12 meses de importação e a 13 meses de importações, considerando-se o conceito de liquidez.
A recuperação das reservas, segundo explicou Altamir Lopes, resultou principalmente de operações do BC. Nas operações diretas com o mercado, o BC obteve um saldo positivo de US$ 1,8 bilhão. Contra um total de US$ 3,1 bilhões que comprou no segmento livre (comercial), o Banco Central vendeu US$ 1,3 bilhão.
A diferença de US$ 1,3 bilhão na recuperação das reservas foi, ainda, resultante de ingressos de moeda estrangeira no País com a colocação dos bônus paralelos (papéis de 5 anos que o Brasil lançou em três moedas européias que, em 99, serão convertidos em Euro, a moeda única a ser lançada no continente), juros e das operações do Convênio de Crédito Recíproco (CCR), um acordo entre os bancos centrais.





