Reservas internacionais estão abaixo de US$ 30 bi
As reservas em moeda estrangeira do Banco Central fecharam 1998 abaixo das projeções incluídas no acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional). Sem contar o dinheiro emprestado pelo Fundo, as reservas internacionais estão hoje abaixo dos US$ 30 bilhões.
O acordo com o FMI estimava que as reservas em moeda forte do País terminariam o ano passado em US$ 38,5 bilhões e deveriam se manter sempre acima dos US$ 20 bilhões - os dois números excluem o dinheiro emprestado ao Brasil pelo Fundo e por outros organismos internacionais. Segundo o BC divulgou ontem, as reservas totais ficaram em US$ 44,556 bilhões até o final de dezembro. Esse é o menor valor anual desde 1994, ano de implantação do Plano Real.
Pelo conceito de caixa, que leva em conta somente os dólares prontamente disponíveis para operações do Banco Central, as reservas externas do país ficaram em US$ 43,617 bilhões. Descontando os US$ 9,324 bilhões emprestados pelo FMI em dezembro, as reservas terminaram o ano passado em torno de US$ 34,3 bilhões. São as chamadas reservas líquidas.
Trata-se de uma estimativa, porque a fórmula de cálculo utilizada pelo FMI não leva em conta ganhos e perdas decorrentes da valorização e desvalorização de moedas estrangeiras.
Em janeiro as reservas em moeda estrangeira do Banco Central voltaram a cair. Os fluxos cambiais negativos indicam que as reservas líquidas estão abaixo de US$ 30 bilhões.
No mês, a saída de dólares já supera US$ 5 bilhões, sem contar a venda de dólares registrada hoje. Desse total, US$ 1,3 bilhão foi vendido a partir de sexta-feira passada, depois de adotado o sistema de flutuação do câmbio.
Esses recursos vendidos após a adoção do regime de flutuação refletem indiretamente perda de reservas. Bancos haviam comprado dólares e estocado esses valores, que agora estão sendo desovados. O valor restante havia sido vendido pelo Banco Central e remetido ao exterior antes da adoção do regime de flutuação do valor da moeda norte-americana.





