Reservas de petróleo aumentam no Brasil
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Redação FolhaWeb com Agências 
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgou ontem (16) que as reservas provadas de petróleo brasileiras cresceram 10,65% de 2009 para 2010, passando de 12,876 bilhões de barris para 14,246 bilhões de barris.
Este é o maior porcentual registrado desde 2002, quando houve um aumento de 15,4% em relação ao ano anterior.
As reservas totais, que incluem as provadas, as prováveis e as possíveis, deram um salto de 34,57% no mesmo período, maior crescimento verificado desde 2000, passando de 21.154 milhões de barris para 28.467 milhões de barris.
No gás natural, as reservas provadas tiveram aumento de 15,23% na comparação entre 2009 e 2010, passando de 367.095 milhões de metros cúbicos para 423.003 milhões de metros cúbicos. A elevação é inferior apenas registrada em 2004 em relação a 2003, que foi de 32,91%.
Nas reservas totais de gás natural, no mesmo período, a elevação foi de 37,11%, de 601.518 milhões de metros cúbicos para 824.723 milhões de metros cúbicos, a maior desde 2004, quando o aumento foi de 41,68% frente ao ano anterior.
Os dados de 2010 incluem as reservas referentes ao pré-sal da Bacia de Santos (antigas áreas exploratórias de Tupi e Iracema no Bloco BM-S-11), descobertas nos campos de Barracuda, Caratinga, Marlim, Marlim Leste e Pampo na Bacia de Campos, além de projetos de aumento de recuperação de petróleo nos campos de Albacora Leste, Maromba, Marimbá, Marlim Sul, Marlim Leste e Roncador na Bacia de Campos e na concessão de Leste de Urucu na Bacia do Solimões.
Crise
A tensão em diversos países do Oriente Médio têm se refletido num aumento do preço do barril de petróleo, que atingiu hoje(17) o seu nível mais alto em dois anos em Londres.
O barril do petróleo tipo Brent, negociado na capital londrina, chegou a ser negociado a US$ 104 para entrega em abril, mas depois recuou para pouco mais de US$ 103. Em Nova York, o barril do tipo West Texas Intermediate atingiu US$ 85 nas negociações pela manhã (hora local).
Investidores temem que a onda de protestos e confrontos entre manifestantes que já provocou a queda dos governos da Tunísia e do Egito possa interromper a produção de petróleo na região.
Há uma semana, o principal foco de preocupação de investidores da área do petróleo era o Egito.
Havia temores de que os protestos violentos no país poderiam interromper o suprimento de petróleo através do estratégico Canal de Suez, por meio do qual inúmeras empresas internacionais enviam as suas cargas.
Agora, a preocupação passou a ser a produção em dois importantes fornecedores, Líbia e Bahrein, onde foram registrados protestos nos últimos dias.


