Reservas brasileiras sobem para US$ 40 bi
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segunda-feira, 01 de outubro de 2001
Agência Estado<br> De Brasília 
As reservas internacionais brasileiras subiram para US$ 40,069 bilhões com o desembolso de US$ 4,7 bilhões da primeira parcela do novo acordo do País com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O ingresso do dinheiro nas reservas ocorreu na última sexta-feira, mesmo dia em que o governo anunciou a sua decisão de sacar os recursos do fundo. Os novos valores das reservas foram divulgados ontem pelo Banco Central. Antes da entrada do empréstimo, o saldo das reservas somava US$ 35,291 bilhões, na quinta-feira.
O dinheiro da primeira parcela do empréstimo estava disponível desde o dia 14 de setembro, quando a diretoria do FMI aprovou o novo acordo com o Brasil e liberou uma linha de crédito de US$ 15,6 bilhões. O governo, no entanto, preferiu esperar os desdobramentos do cenário internacional depois dos atentados terroristas nos Estados Unidos.
Com a decisão de sacar agora os US$ 4,7 bilhões, o governo quis sinalizar ao mercado que o balanço de pagamento do País é forte e que conseguirá fechar as contas externas em 2001. A dificuldade em fechar as contas externas, com a redução do fluxo de investimentos estrangeiros diretos para o Brasil, é hoje uma das maiores fontes de preocupação do mercado.
Na tentativa de segurar a elevação cada vez maior da taxa de câmbio, depois dos atentados terroristas nos Estados Unidos, o Banco Central vendeu em setembro R$ 15,720 bilhões em títulos cambiais somente para dar proteção (hedge) aos investidores. Esse é o valor financeiro dos 14 leilões extraordinários - que não são destinados à rolagem dos papéis que estão vencendo no mês - realizados em setembro. As intervenções diárias do BC vendendo dólar no mercado à vista de câmbio somaram US$ 1,070 bilhão em setembro até o dia 26. Como há uma defasagem na divulgação dos valores da intervenção, ainda faltam os montantes dos dias 27 e 28.


