Professora de economia em Londrina e especialista em educação financeira, Maria Eduvirge Marandola afirma que, antes mesmo de planejar sonhos, é preciso pensar em uma reserva de segurança. "É um dinheiro guardado para fazer frente a imprevistos, ou a pessoa acaba por se endividar novamente", diz. "O ideal são seis vezes o orçamento mensal", completa.

Em momentos de desemprego, por exemplo, ela diz que é possível ter um pouco mais de tranquilidade para procurar uma nova fonte de renda. "Não se pode sair gastando o acerto que recebeu. É preciso baixar o padrão de consumo ao mínimo possível, mesmo porque é comum que o novo salário seja mais baixo do que o anterior", cita Marandola.

Adequar o padrão de vida e de consumo, aliás, é o que ela considera necessário para um bom planejamento financeiro. Ela afirma que é comum uma pessoa buscar satisfação na compra de um bem, mas a felicidade é temporária e costuma vir seguida de dívidas. "É preciso disciplina, mas as pessoas abrem mão de um item prazeroso para realizar sonhos no longo prazo."

Ela lembra que mesmo os gastos considerados desprezíveis precisam ser contabilizados e sugere, no mínimo, 10% de economia em cada despesa inicialmente. (F.G.)

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