Curitiba - O governador eleito Roberto Requião (PMDB) anunciou, ontem, que vai reunificar a Companhia Paranaense de Energia (Copel). Proposta nesse sentido será enviada à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), logo depois da posse de Requião, no dia 1º de janeiro. Outra decisão do governador eleito será reduzir de 24 para seis o número de diretores da empresa.
O anúncio foi feito durante almoço em homenagem ao deputado estadual reeleito e futuro chefe da Casa Civil, Caíto Quintana (PMDB), e todos os que participaram do movimento contra a venda da Copel. O futuro presidente da Copel, ex-governador Paulo Pimentel, confirmou que já está estudando a proposta para reunificação da estatal. A Copel foi desmembrada oficialmente em julho de 2001 em atendimento ao processo de reestruturação iniciado em 1999, para atender a regulamentação do setor elétrico federal. A empresa foi subdividida em cinco subsidiárias: Copel Geração S/A, Copel Distribuição S/A, Copel Telecomunicações S/A, Copel Participações S/A e Copel Transmissão S/A. Desde 1999, essas subsidiárias já vinham atuando de forma independente como Unidades de Negócios.
O desmembramento foi uma preparação para a privatização da Copel, processo abortado no início deste ano após duas tentativas frustradas de venda. Pimentel disse que as parcerias firmadas pelas subsdiárias da Copel com sócios particulares não estão sendo bem vistas por Requião.
Pimentel revelou que a atual administração da Copel já enviou uma pilha de documentos à respeito da empresa, menos os contratos da Tradener, empresa que atua como intermediadora na compra e venda de energia. ''Justamente a empresa que mais preocupa em função do poder que ganhou para fechar negócios, ainda não há documentação'', salienta
Pimentel disse que está preocupado com o prejuízo que a Copel vem registrando, apesar de estar sendo informado que ele será revertido. Até 30 de setembro, a Copel apresentava déficit de R$ 50 milhões em função da alta do dólar. Pimentel disse que a empresa precisa de uma reformulação completa até para reverter esse prejuízo em números mais positivos. ''A estrutura atual está cheia de tentáculos que aumentam os prejuízos'', afirmou.

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