O Paraná poderá ter um alcoolduto entre Curitiba e Paranaguá para reduzir os custos de exportação do álcool. A demanda externa pelo produto está crescendo e os usineiros estão preocupados em garantir competitividade do produto paranaense para atender o mercado externo. Em atendimento ao setor, o governador Roberto Requião (PMDB) assinou um decreto que determina a realização de estudos sobre a viabilidade da instalação de um alcoolduto e medidas de logística para facilitar a exportação do álcool.
Segundo o superintendente da Associação Produtores de Álcool do Paraná (Alcopar) José Adriano da Silva Dias, a Petrobras também ofereceu um pacote de serviços, entre eles, a construção de dutos para transportar o álcool para o porto. Silva Dias disse que um dos fatores que tiram a competitividade na exportação do álcool é o elevado custo do frete. Segundo os empresários, o transporte é caro por ferrovia. Por caminhão, o custo é inviável, disse um dos produtores.
Para Silva Dias, a instalação de alcoolduto é uma proposta de logística que tem que ser elaborada num conjunto de outras medidas como a instalação de um terminal para exportação de álcool no Porto de Paranaguá. ''Tudo o que envolve redução de custos, o setor está discutindo'', afirmou.
Os produtores do Paraná não querem perder o bonde da expansão das exportações de álcool diante da possibilidade de forte aumento da demanda mundial com a expansão do mercado de aditivos nos países da Ásia e da Europa. O álcool exportado será utilizado como aditivo na mistura com a gasolina.
No ano passado, o Brasil exportou 300 milhões de litros de álcool e este ano o mercado trabalha com a possibilidade das exportações atingirem a marca de 1,9 bilhão de litros de álcool, bem mais do que a meta inicial do setor que previa exportar até 1,1 bilhão de litros de álcool.

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