Curitiba - O governo do Paraná não conseguiu que a Companhia Paranaense de Energia (Copel) fosse excluída do pool de comercialização de energia, conforme queria o governador Roberto Requião (PMDB). Em compensação, ele saiu com a promessa de que o governo federal firme um contrato de cinco anos para a venda da energia excedente da Copel para o pool. Requião esteve em Brasília nos últimos dois dias para tratar da questão da energia e dos transgênicos com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No encontro com a ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef, o governador teve a garantia que a Copel não vai pagar mais caro pela energia que comprar no pool de comercialização. A ministra teria argumentado a Requião que não podia deixar o Paraná fora da Medida Provisória (MP) votada no Senado. Porém, a ministra teria assegurado que o consumidor paranaense vai continuar pagando o mesmo valor pela tarifa de energia.
Na avaliação do governo do Paraná, o contrato de cinco anos é importante porque o Estado não se compromete em fornecer a energia gerada por preço pré-fixado por muito tempo, conforme prevê as regras do novo modelo energético para a maioria das empresas geradoras de energia. A Copel ganha a prerrogativa de rediscutir o contrato após esse período.
Antes do fim do processo de votação do novo modelo do setor elétrico, o senador do Paraná, Flávio Arns (PT), já antecipava que não estava satisfeito com o projeto, afirmando que a Copel será prejudicada assim como as empresas públicas que fornecem energia no País.
Segundo o senador, o Paraná e outros estados brasileiros se comprometeram em não repassar o aumento do custo da energia para as tarifas com a promessa de obter investimentos públicos pelo Ministério das Minas e Energia.

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