Requião não aceita alta de 14% na água
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - As tarifas de água e esgoto no Paraná não terão reajuste de 14% a partir do dia 1º de abril. Um acréscimo das tarifas até pode ocorrer, mas não nos índices aprovados anteontem pelo Conselho de Administração (CAD) da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). De acordo com o governador Roberto Requião (PMDB), não existe como aprovar o reajuste estabelecido e que foi calculado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de perdas entre fevereiro de 2005 até agora (o último reajuste foi em fevereiro de 2004).
''A Sanepar teve lucro mesmo durante estes anos em que eu não quis dar qualquer tipo de reajuste. Quem determina o reajuste é o governador. Eu acho que os diretores da Sanepar e os conselheiros do CAD estão com as rédeas muito soltas. Vou examinar isso'', respondeu Requião, após a reunião semanal do secretariado.
A idéia dos conselheiros era a de evitar que investimentos sejam prejudicados e recuperar as perdas de fevereiro de 2005 até agora. ''Eu acho que o CAD está querendo andar mais rápido do que suas próprias pernas. Posso até dar reajuste. Mas não nestes índices'', avaliou o governador. Requião chegou a discutir com Stênio Jacob (presidente da Sanepar) e com o advogado Pedro Henrique Xavier (presidente do CAD da Sanepar, conhecido por PHX) antes do início da escola de governo por conta da decisão de reajustar as tarifas. PHX explicou que recebeu a proposta de reajuste da diretoria da Sanepar embasada com dados e estudos que indicavam a impossibilidade de permanecer operando de forma saudável sem uma reposição de perdas.
''Achamos mesmo que uma empresa não deve ficar tanto tempo sem reajuste, mas acompanhamos um estudo detalhado pela diretoria da Sanepar -que tem suas atribuições legais. Deliberamos em cima dos estudos apresentados'', justificou o advogado.


