Requião inaugura usina de Santa Clara
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quinta-feira, 29 de setembro de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba Dois meses após entrar definitivamente em operação, a usina hidrelétrica de Santa Clara, construída pela Copel no Rio Jordão, entre os municípios de Pinhão e Candói, será inaugurada oficialmente hoje pelo governador Roberto Requião. A primeira máquina geradora de energia entrou em operação no dia 31 de julho, após autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A segunda máquina entrou em operação um mês depois, no dia 31 de agosto.
O complexo energético, formado pela usina Santa Clara e sua Pequena Central Hidrelétrica (PCH), está gerando uma potência de 123,3 megawatts, suficiente para o abastecimento de 300 mil pessoas. Além das usinas, será inaugurada também uma ponte sobre o rio Jordão que reduz pela metade a distância de 150 quilômetros entre os municípios de Pinhão e Candói.
Esse complexo será finalizado no segundo semestre de 2006 com a inauguração da usina do Fundão e sua respectiva PCH, que vai adicionar mais 122,5 MW de potência ao sistema elétrico da Copel. A concessão das usinas pertence à Elejor - Centrais Elétricas do Rio Jordão - empresa controlada pela Copel, que detém 70% das ações. A Copel vai remunerar a Elejor pela energia consumida.
O investimento total no complexo Santa Clara e Fundão deverá totalizar R$ 480 milhões, dos quais R$ 260 milhões foram obtidos por meio de debêntures emitidas pela Elejor. As debêntures, conversíveis em ações, foram adquiridas pela BNDESPar, braço de investimentos e participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O complexo das usinas Santa Clara e Fundão representa a última iniciativa da Copel com a construção de usinas para gerar energia diretamente para os paranaenses. Conforme as regras do novo modelo do sistema elétrico, a Copel é obrigada a vender e comprar a energia via leilão no pool de energia. O contrado de venda de energia entre a Elejor e a Copel é anterior à essa mudança.
O novo modelo energético desestimula os investimentos das estatais na expansão do sistema elétrico, disse o presidente da Copel, Rubens Ghilardi. Segundo ele, não há poque manter investimentos na construção de novas usinas se a energia vai acabar pulverizada no mercado. ''A partir de agora, a decisão de investir na construção de uma nova usina passa a depender fundamentalmente do aspecto econômico, pois não haveria sentido tirar recursos da distribuição ou da transmissão de energia, por exemplo, para investir numa usina deficitária'', avaliou.


