Requião desapropria área em Paranaguá
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quarta-feira, 02 de fevereiro de 2005
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) assina, hoje, decreto determinando como utilidade pública uma área de 300 mil metros quadrados pertencente à Rede Ferroviária Federal, em Paranaguá. A desapropriação permitirá que o governo retome o terreno, que estava sendo negociado pela administração do Porto com a Rede, mas cuja negociação se arrastava a passos lentos.
A decisão será anunciada oficialmente, hoje em Paranaguá, pelo governador e o procurador Geral do Estado Sérgio Botto Lacerda, em entrevista coletiva à imprensa. Segundo o superintendente do porto Eduardo Requião, as negociações para que o porto adquirisse a área já estava praticamente fechada. A intenção era utilizar a área, no valor de R$ 8 milhões, como pátio de triagem para os caminhões que chegam ao terminal, desafogando o movimento do pátio atual.
No último dia 19, Eduardo Requião já havia denunciado a situação. Apesar das negociações, segundo ele, a Rede Ferroviária Federal, a América Latina Logística (ALL) empresa que administra a linha férrea no Paraná e Santa Catarina e Prefeitura de Paranaguá cederam o terreno para a construção de armazéns. Segundo informações da secretaria de Urbanismo de Paranaguá, a empresa Compacta estaria realizando obras no local.
Na época, Eduardo afirmou que as obras teriam sido feitas, inclusive, sem a devida licença do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). ''Chamei o prefeito de Paranaguá para pedir que ele impedisse ou cancelasse a obra. Em vez de interditar, ele entrou com pedido no IAP pedindo o licenciamento para 28 de fevereiro'', afirmou Eduardo, ontem.
Segundo a secretária de Urbanismo de Paranaguá, Vânia Pessoa Rodrigues Foes, a preferência da prefeitura é que a área de 300 mil metros quadrados seja destinada a empresas, e não ao pátio de triagem. ''Vivemos um problema grave, porque não conseguimos implantar um distrito industrial em Paranaguá. A cidade está cercada por Mata Atlântica, e não conseguimos autorização do governo para ceder áreas às empresas. O resultado é que perdemos oportunidades de geram empregos na cidade, que acabam indo para outras localidades'', salientou Vânia. (Colaborou Rodrigo Sais)


