Maringá - O juiz da 4 Vara Criminal de Maringá, José Cândido Sobrinho, revogou ontem a prisão temporária dos dois sócios de uma das firmas autodenominadas ''representantes'' de combustíveis suspeitas de fraude contra o fisco. Edno Diniz Alves, 32 anos, e Gilson Ambleto Justi, 42, estavam com a prisão decretada desde o início da semana quando uma operação da Receita Estadual, Polícia Civil e Promotoria Especial de Combate à Sonegação flagrou cinco empresas irregulares no mercado de combustíveis.
Segundo o advogado dos empresários, Moisés Zanardi, não havia necessidade da custódia porque os dois têm endereço fixo e são primários. Zanardi afirmou ainda que os dois empresários estarão à disposição da polícia para depoimentos a partir da próxima semana. O Ministério Público não se manifestou com relação ao mérito do pedido de revogação.
Para o delegado-adjunto da 9 Subdivisão Policial de Maringá (9 SDP), Italo Cesar Sêga, a medida em nada atrapalha as investigações em todas as empresas com suspeitas de crimes de cartelização, sonegação fiscal, adulteração e formação de quadrilha. ''É normal o juiz reconsiderar o pedido e agora vamos tentar ouvir os dois empresários'', disse o delegado.
As cinco empresas acusadas de atuarem como intermediadoras na venda de álcool e gasolina sem nota fiscal não são reconhecidas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), e por isso, não participam da cadeia comercial de combustíveis restrita às usinas, distribuidoras, transportadoras e postos. Conforme a promotoria, é a primeira vez que uma operação desta natureza consegue chegar ao mercado paralelo de combustíveis, que só em Maringá já atuava há três anos. Estima-se que a sonegação de impostos passe de R$ 50 milhões.

mockup